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Entre a socialização e a treta: quem é você nos jogos de mesa?

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Juntar a galera no fim de semana para jogar RPGs, boardgames, card games ou wargames trabalha a interação social, incentiva o pensamento estratégico e promove a vivência em uma realidade alternativa. Mas a mistura de personalidades envolta dos jogos de mesa cria um verdadeiro suspense sobre como as coisas vão se desenrolar.

Uma pessoa tímida pode encontrar sua desenvoltura numa interpretação de personagem de RPG, assim como aquele cara extremamente pacífico pode se mostrar um competidor que perde a amizade, mas não perde uma partida. “O jogo promove a construção e o desenvolvimento de nossa personalidade”, diz a psicóloga Núria Guzmán Sanjaume, na publicação “Neuroeducação e Jogos de Mesa”.

Jogos de mesa contra o estereótipo

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A mais recente imagem de jogadores de mesa que a indústria do entretenimento trouxe foi a de crianças excluídas que se unem no porão de casa para jogar RPG, na série Stranger Things, da Netflix. É como disse Lucca Zanetti, da Associação Curitibana de Miniaturismo e Jogos de Tabuleiro Tropas Polares: “toda a população geek em geral sofre com um estigma de que mora no porão e não socializa”.

Mas será que isso procede hoje em dia? Enquanto smartphones isolam cada um em sua própria tela, vimos um evento como o World RPG Fest 2017, em Curitiba, juntar uma comunidade enorme que partilha da paixão por jogos de mesa e que está aberta aos novos praticantes.

Na contramão do estereótipo, Rafael Alves Maciel encontrou no RPG uma forma de sair do isolamento e mudar sua personalidade.

Mas se a história do Rafael não te convenceu de que jogos de mesa podem ser ferramentas de socialização, se liga no que a psicóloga Núria complementa. “Através do jogo conseguimos não somente nos divertir, mas também adquirir conhecimentos, melhorar a autoestima, estabelecer vínculos afetivos e, sobretudo, criar espaços de cooperação e de comunicação, estabelecendo cumplicidades que permitem melhorar a socialização dos indivíduos”.

O mundo invertido dos jogos de mesa

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Se no mundo perfeito a socialização reina, aqui players podem se transformar em Demogorgon, com mais de uma personalidade que luta pelo domínio sobre a outra. Ou seja, o comportamento natural pode dar lugar a uma ânsia descontrolada por vitória, prejudicando conexões pessoais.

Um estudo da OnlineCasino.ca levantou os jogos de mesa que mais causam desentendimentos. Quase metade dos respondentes (47,7%) disse que o que mais gerou briga foi o Monopoly (no Brasil, o Banco Imobiliário poderia estar nessa liderança). Em seguida aparecem Scrablle – 18% (jogo de palavras cruzadas) e o board game de estratégia Risk – 5% (mais conhecido por aqui pela versão abrasileirada War).

A pesquisa ainda concluiu que as pessoas brigam mais com seus amigos (42,7%) e com os irmãos (38,2%). Além disso, segundo o estudo, 15,5% dos fights prejudicam a comunicação pós-jogo, 6,5% das brigas chegam às vias de fato e 5,4% arruina relacionamentos.

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Talvez o grande motivo para os desentendimentos nos board games seja a casualidade de jogos pontuais. Jogos de mesa que unem um mesmo grupo de pessoas de maneira mais frequente parece não compactuar da mesma experiência negativa, apesar de contar com algumas situações no período de conhecimento de personalidades.

Um exemplo é o próprio grupo de wargaming Tropas Polares, como explica o Lucca Zanetti:

O professor e RPG player há mais de 18 anos, André Dalben Madeira Campos, já narrou e participou de inúmeros cenários de RPG, mediando conflitos que até já ajudaram a evoluir a história. Ele esteve na World RPG Fest 2017 e contou sua experiência com essa moderação.

Casal no RPG, divorciados na vida real

Um dos casos mais curiosos de como os jogos de mesa podem trabalhar as personalidades em uma realidade paralela é a história contada por Reginaldo Souza, narrador do Narradores Profissionais de Curitiba – NPC.

Jogos de mesa podem promover sua melhor personalidade ou expor um lado obscuro do seu comportamento. Mas, independente disso, o fato de unir pessoas envolta de uma mesa para conviver imaginativamente em outro mundo, com regras próprias, já é um avanço frente ao isolamento social que vivemos nesse mundo cheio de relacionamentos virtuais descartáveis.

Como disse ao New York Times o criador da conferência de games Penny Arcade Expo – PAX: “acontece que estar juntos é muito viciante”. Duvida? Tire o jogo de mesa da gaveta hoje mesmo, convide pessoas para jogar e comprove.

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