MENU

USP sedia Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos

HQ Revolta e a revolução dos títulos independentes no...

Black – Porque nem só de Call of Duty viveu o PS2

black-ps2

Diretamente da série Games Injustiçados a matéria de hoje vai para meu mais novo jogo de PS2 favorito (depois de God Of War e Mortal Kombat Armagedon), o esquecido Black. Ele foi desenvolvido pela Criterion Games e lançado em 2006 pela Eletronic Arts, e até hoje não teve nenhuma continuação (momento de raiva).

Confesso que nunca fui fã de jogos de tiro, o máximo que joguei foi CS (Counter Strike) e nunca realmente gostei dele. Então um belo dia, meu namorado me convenceu a tentar jogar Black, resultado? Nasce mais uma viciada.
O enredo do jogo não é tão diferente dos normais. Um grupo de soldados comandados pelo sargento Jack Kellar, que tem como missão acabar com Lenoxx, o líder de uma organização de terroristas que está agindo na Guerra dos Balcãs. O diferencial do Black na verdade está nos detalhes.

black-de-ps2

Detalhes de Black que fazem a diferença 

Começando pela primeira cut-scene (que geralmente eu pulo, mas em Black é impossível não ver), ao contrário das habituais, feitas por computação gráfica, nesse jogo elas são realmente gravadas. O interrogatório entre o agente do governo dos Estados Unidos e Jack Kellar, ambos na prisão onde o sargento está, é muito legal.
O game se passa em duas linhas cronológicas diferentes; Os vídeos são o presente, Jack Kellar preso relatando a missão para o agente; E as fases são o desenrolar da missão que o levou à prisão.
Outra coisa muito legal é que o jogador só pode carregar duas armas por vez. Sério, tenho um ódio mortal daqueles jogos que você pega dezenas de armas e sabe se lá onde coloca elas. Soldado que é soldado só consegue carregar duas armas por vez, a não ser claro que você seja o Rambo.
Isso é uma coisa que acrescenta muito no jogo, porque você é obrigado a pensar na sua estratégia… Não adianta você ficar com uma RPG sendo que se você atirar explode tudo, incluindo você mesmo.
black-eletronic-arts-e-criterion-games
Além do gráfico digno de consoles da nova geração, mesmo sendo do PS2, outros detalhes é a destruição gigantesca que dá pra causar. Nunca consegui destruir tanto um cenário como em Black. As paredes simplesmente viram peneira, e na fase do cemitério não fica uma lápide pra contar história. Não vou nem comentar a parte das minas terrestres… Morri umas 4 vezes só tentando não explodir todas em sequência.
O cuidado que o pessoal da Criterion Games teve nesses detalhes foi realmente fantástico. Se você atira em uma bomba ao lado de uma casa, ou joga uma granada dentro dela, os vidros se estilhaçam e quem estiver por perto morre, incluindo o jogador se ele não tomar cuidado (sério, muitas vezes me matei sem querer).

Missões de Black

O Black tem ao todo oito fases (ele é bem curto), cada uma leva em média de 30 à 60 minutos pra ser fechada, isso depende muito da quantidade de objetivos que você tenta completar (que no fim são muito importantes). Suas missões vão desde destruir notebooks e cofres usados pelos terroristas, até coletar documentos secretos importantes.

O final sem fim de Black

black-para-ps2

A coisa mais revoltante desse jogo com certeza é o final. Depois das fases quebrando tudo, matando geral, ralando pra conseguir completar todos os objetivos, você chega no fim e não consegue pegar o chefão Lenoxx. Quando entra na sala pra matar ele, corta pra uma cut-scene (agora vocês entendem porque não gosto delas). A cena que aparece é do Jack falando que matou o cara, mas um agente diz que o vilão não morreu e que precisa da ajuda do sargento pra detê-lo. Fim. 

O jogo não tem continuação adivinhem por quê? A Eletronic Arts teve um desentendimento com a Criterion Games e o Black 2 foi cancelado.
Recomendo Black do PS2 (apesar de ele já ser velhinho no mercado e não ter continuação) para aqueles que gostam, e para os que não gostam (vocês vão gostar), de jogos de estratégia e tiro.
Comentários
Pin on PinterestTweet about this on TwitterShare on Google+Share on FacebookEmail this to someone

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>